Mamoplastia para redução dos seios

Cirurgia nos seios. A primeira coisa que nos vêm à cabeça são implantes de silicone, certo? Não é pra menos: de acordo com o relatório da Isaps (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética), o Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou líder mundial em cirurgias plásticas. Sem contar que a mamoplastia de aumento, que é a segunda intervenção mais popular no mundo – a primeira é a lipoaspiração – e que os ideais de beleza nacionais têm tudo a ver com seios fartos. Mas não é só para aumentar os seios que as mulheres procuram a mamoplastia: há quem queira reduzir o tamanho deles.

É a mamoplastia de redução. Menos popular que o aumento, a redução tem pacientes mais específicas. O processo, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, tem como objetivo “remover o excesso de gordura, o tecido glandular e a pele para atingir um tamanho de mama proporcional com o seu corpo e aliviar o desconforto associado com seios muito grandes”.

As razões para a realização da cirurgia podem ser tanto emocionais quanto físicas. De caráter emocional, pode-se incluir desconforto com a própria aparência, sensação de seios desproporcionais e até questões de idade: com a flacidez da pele, seios grandes ficam mais caídos e isso deixa algumas mulheres desconfortáveis com a aparência. Mas a própria Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica avisa que é necessário que a paciente seja realista: “você deve fazê-lo para si mesma, não para satisfazer os desejos de outra pessoa ou para tentar se adaptar a qualquer tipo de imagem ideal”.

Já em relação à saúde, é mais fácil notar o incômodo de seios muito grandes. Irritações na pele, marcas das alças do sutiã nos ombros e dores constantes nas costas, ombros e pescoço são exemplos de problemas provenientes do tamanho dos seios. Em alguns casos, o peso deles pode até limitar o cotidiano da mulher.

Durante a cirurgia, que normalmente é realizada por incisões ao redor dos seios, é feita a remoção cirúrgica do excesso de gordura, do tecido glandular e de pele. A paciente fica no hospital durante um dia e o pós-operatório, geralmente sem complicações, envolve inchaço e ocasionalmente o uso de dreno.

A operação deixa cicatrizes no local das incisões, mas estas geralmente ficam cobertas pelo sutiã ou biquíni. O procedimento não é indicado para adolescentes a não ser em casos extremos, já que os seios ainda podem crescer ou mudar de forma até a idade adulta.

Para entender melhor como é o processo, conversei com a Elena, que passou pela cirurgia recentemente. Ela diz que sempre teve seios grandes, mas que um momento da adolescência marcou: “depois de passar o dia passeando tentando comprar roupa eu sentei num banco e comecei a chorar porque não conseguia”. Aos 16 anos, sua mãe ofereceu bancar a cirurgia, mas foi só em 2015, aos 21, que ela iniciou o processo.

“Eu odiava meu peitos, não conseguia comprar roupa nem sutiã, não me sentia bem, não conseguia usar blusa de alça e coisas assim”, explica. Depois de alguns problemas com o exame de coagulação, ela conseguiu realizar a cirurgia. Elena diz que o pós-operatório foi tranquilo, com só dores nas costas e um pouco de inchaço, que foi combatido rapidamente pelo dreno. E o resultado? “Agora eu estou muito feliz, achando eles lindos”.

Publicado em: http://www.lado-m.com/mamoplastia-para-a-reducao-dos-seios/

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